sábado, 26 de setembro de 2009

Aldeia S. Francisco de Assis...
















É a aldeia dos meus avós paternos.

Por trás do casario aparece o cascalho que sai das minas da Panasqueira, minas de exploração de volfrâmio .

Foi no final do século XIX que se desenvolveu a actividade mineira nesta região.

Esta actividade provocou profundas alterações na paisagem envolvente e no modo de vida das populações desta região.

Essas alterações estão bem visíveis na paisagem circundante, tornando esta aldeia quase lunar. Não fora o verde que ainda existe poderíamos dizer que esta não era no nosso planeta!!!

É gritante o choque entre a natureza e a "serra" cinzenta que está quase soterrar a aldeia!!!

Esta "serra" cinzenta já engoliu uma vasta área de floresta e vai continuar. A ribeira que contorna a aldeia está poluída em muitos locais, pela lavagem do cascalho, etc, etc,...a mão do homem no seu melhor!!!

Até quando!? Como poderemos fazer um BASTA JÁ, AGORA MESMO, HOJE!!!!!

Tristemente, até dá vontade de chorar...

Político....Profissão de risco!
















Em plena crise da Gripe A, durante a toda a campanha eleitoral, os candidatos distribuiram beijos e abraços de norte a sul, do litoral ao interior "ostracizado", foi uma festança...e ei-los rijos que nem aço...de Gripe A, que se saiba...népia...doentes doentes ficamos nós...atónitos com o espectáculo dessa fantochada toda mais a verborreia das promessas embrulhadas em abraços e beijos!!!

É hoje o dia D...quem vencerá!? Vem aí mais do mesmo!!!

Amanhã já não há beijos nem abraços...p'ró povo nem se olha...que estes senhores de nariz empinado são demasiado importantes para dar confiança à plebe...a bem dizer só vão precisar do povo p'rás próximas eleições!!! Aí o ciclo repete-se..o melhor mesmo é observarmos o ciclo da água...é que todas as promessas, como de costume, vão mesmo por água abaixo!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Eu cá voto nos...GATO FEDORENTO!








Porque esmiúçam todos os candidatos...
Porque chamam as coisas pelos nomes...
Porque nos relembram as gafes...
Porque nos contam tudo...
Porque mostram todas as contradições...
Porque nos contam toda a verdade...
Porque nos avisam das anteriores promessas...
Porque nos fazem ver toda a mentira...
Porque nos mostram toda a hipocrisia...
Porque nos reavivam a memória...
Porque nos abrem os olhos...
Porque demonstram que tudo não passa de promessas vãs...
- o povo é sempre o povo...pobre...
- os pobres cada vez mais pobres...
- os animais sem leis que os protejam...
- os ricos cada vez mais ricos...
Porque nos relembram como o PODER é CORRUPTO...
Porque nos mostram como estamos num país a saque...
Porque nos falam nesta PAZ PODRE...

e

finalmente

Porque me fazem rir...rir é o melhor remédio!

PS: Deve ser muito bom o PODER...já que todos se "esgadanham" para lá chegar...e os que lá estão não querem de lá sair!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os nossos bichos....






















A vida segue assim, plena e com muita animação à nossa volta...a rotina do dia a dia é sempre cheia de emoções...atrevo-me a perguntar...qual rotina?

Em posts anteriores coloquei fotos da Miranda...ela que é a "Alfa" nesta bicharada toda e que cómico cómico é o facto de ter sido ela a adoptar-nos!!!

That's life!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

É pão...é pedra...socorro!














Já por aqui desabafei sobre o insucesso do meu pão sem glúten...pela foto este "magma" de granito, acabadinho de sair da máquina de pão vai direitinho p'ra fazer tijolo...dos tais com que farei a minha "palhota" à beira mar :)

A expectativa de que é desta que eu consigo fazer um pão alentejano sem glúten, leva-me a fazer experiências...e é cá com cada uma...

Só me resta ir ao Celeiro comprar o pão mais parecido com pão a sério... é que entre o ser e o parecer vai uma distância como daqui a Marte...e o quanto ao meu pão alentejano...hei-de amar-te perdidamente...sem te poder comer :)

domingo, 2 de agosto de 2009

Celíaca...a saga continua...Tarte de queijo e fiambre...














Volta e 1/2 postarei aqui estas utilidades...também dá para gente "normal" :)

INGREDIENTES:

Para a base:

3 batatas grandes cozidas em água temperada de sal
1 ovo
2 colheres de sopa da manteiga
6 colheres de sopa de farinha maizena (ou farinha de arroz)

Para o recheio:

1 pacote de natas (250 ml)
5 ovos
1 pacote de queijo ralado (pode ser emmental - 150 gr)
150 gr. de fiambre finamente cortado
Noz moscada ralada qb


Preparação:

Amassar todos os ingredientes da base, deixar repousar a massa (mais ou menos 15 m), finalmente forrar uma tarteira.

Bater os ovos e as natas, acrescentar o queijo ralado e o fiambre, envolver e temperar com a noz moscada.

Despejar esta mistura sobre a base da tarte e levar ao forno pré-aquecido a 180º, durante 40m.

Servir quente ou fria com uma boa salada...é excelente!

Façam e digam de vossa justiça se valeu a pena...cá por casa "marcha" sempre duma só vez...p'ró dia seguinte só se fizer outra :)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Não me canso...do mar...














Por aqui me banho...
Por aqui busco energia...
Por aqui repouso...
Por aqui dia após dia...
Me sinto no melhor dos mundos...

É esta a minha relação com este mar imenso, simultâneamente belo e rebelde...onde a minha máxima é o respeito, onde só vou até onde ele me deixa ir...

A verdade mesmo é que a tal "barraquita" junto ao mar continua cá a ruminar..."o que tem que ser tem muita força", onde é que eu já ouvi isto!?

Vou fazer tanta força, tanta força que se não quebrar (de tanta força)...lanço a 1.ª pedra...pedra, pau...and so on, and so on...

Memórias da minha infância vivida em Moçâmedes, hoje Namibe, em Angola, numa casa à beira mar...toda a noite aquele mar rugia, embalando-me num sono profundo...às vezes de medo, especialmente nas marés vivas.

Por vezes chegava ao nosso jardim...de manhã tudo era mar...depois, ele recuava...

E eu, com a minha bóia preta (câmara de ar dum pneu), atirava-me às ondas e nadava bem para trás da rebentação e por ali andava horas, sozinha, eu e o mar...

Sentia-me completamente segura...afinal de contas havia lá maior segurança do que a minha bóia preta!?

O busílis da questão era quando avistava a mota do meu pai, marginal fora, pois vinha almoçar a casa!!! God save-me!

Enrolava-me numa onda e vinha dar com os costados à praia...era uma saída um pouco radical, convenhamos, de todo preferível ao castigo que me esperava, caso não estivesse em casa a tempo e horas do almoço.

Acontecia por vezes ser mal sucedida e aí tinha que ser o meu pai a lançar-se à água para me ir buscar...claro está que o pacote incluía o castigo!

Mas o crime compensava e no dia seguinte lá ia eu de novo fazer mais do mesmo!

Se me tivessem ensinado as marés eu teria concluído que com a maré a descer, bem podia dar às pernas que quanto mais nadasse mais me distanciava da praia, certo!?

Estas seriam as saídas mal sucedidas! Penso eu agora...ou seja...os castigos na maré a vazar :)

Como eu confiava na minha bóia preta!

Na minha "barraquita" que terei à beira-mar, vou ter uma bóia preta, para me sentir mais segura :)